Vou direto ao assunto:
o que diferencia os grandes vendedores dos vendedores medianos?
1. Eles conhecem seu produto.
É óbvio, mas nem por isso se deve deixar de reafirmar:
você tem de conhecer barbaridade o que está vendendo!
O “segredo” para fazer isso é mais do que só
assistir a umas aulas, ler um pouquinho aqui, um pouquinho ali.
O negócio mesmo é buscar na Internet e em fontes externas
– e descobrir todo tipo de comentário editorial sobre
o produto ou serviço de sua empresa.
Rebater as “objeções” com base, por exemplo,
em alguma avaliação popular do produto é de
suma importância.
É também uma boa razão para começar
a desenvolver sua rede interna: faça amizade com o pessoal
do departamento de desenvolvimento de produtos; encoraje-o a compartilhar
com você “a história real por trás do
produto” – e várias características significativas.
O “conhecimento direto” é um ponto de apoio,
mas nada mais do que isso. Mais. Mais. Mais. Essa é a (única)
saída. Pense nisto: “Vence quem tem o maior apetite
por conhecimento”.
2. Eles conhecem sua empresa!
Você está vendendo sua empresa tanto quanto seu produto/serviço.
Você precisa entender seus procedimentos – finanças,
por exemplo – de cabo a rabo. (De novo: esteja preparado para
lidar – com conhecimento de causa – com quaisquer “objeções”).
O que você realmente precisa é de uma rede fabulosa
de informações – guias e mentores em toda parte
crítica da empresa que lhe ensinem.
3. Eles conhecem o cliente!
Mais uma vez, você deve pesquisar todas as fontes possíveis,
inclusive os relatórios dos analistas sobre desempenho financeiro,
para conhecer melhor a organização do cliente. Além
disso, talvez você consiga encontrar pessoas em sua empresa
que tenham trabalhado para a empresa do cliente – ou pessoas
em uma das operações de seu fornecedor que trabalharam
para a empresa do cliente. Telefone para um antigo colega de faculdade
que trabalhe ou tenha trabalhado lá. A meta: conhecer o “jeitão”/
“a cultura corporativa” da empresa do cliente. Esse
processo de aprendizado nunca pára! Você precisa conhecer
– mesmo – a “política” da estrutura
decisória do cliente. Conhecer o cliente, obviamente, significa
conhecer a(s) pessoa(s) com quem você trata.
4. Eles amam, de paixão,
a política interna – dentro e fora de casa.
Lembre-se: venda é política. Se você não
gostar – melhor ainda, “amar” – “política”,
vai ser uma porcaria de vendedor. É verdade: toda venda é
política. “Política”, aqui, significa
a forma com que as pessoas tratam umas às outras para conseguir
as coisas. Freqüentemente, na verdade, é frustrante
e enfurecedora. (E pode ser tão ruim que às vezes
é preciso ir embora e esquecer o negócio – porque
de fato você não está conseguindo nada. Eu não
nego isso)..Entretanto, “adorar a briga”… todas
as tratativas internas em sua própria empresa e na de seu
cliente (e também de empresas fornecedoras importantes) são
essenciais para o sucesso das vendas.
5. Eles respeitam religiosamente
os concorrentes.
Você pode odiar a coragem deles – eles “trapacearam
na venda que você perdeu” (em sua opinião). Não
importa. Não fale mal deles. Ponto final. Nada o denigre
mais do que você denegrir um concorrente legítimo!
A meta é demonstrar por que seu produto ou serviço
é melhor e por que sua empresa é melhor para se negociar.
A verdade nua e crua: não há bênção
maior do que um concorrente extraordinário (por exemplo,
a UPS para a FedEx). Os grandes concorrentes o mantêm alerta!
Ninguém de nós melhora sem ter alguém nos empurrando.
6. Eles se conectam à
organização do cliente.
Conectar-se à organização do cliente significa
exatamente isto: desenvolver um relacionamento (íntimo, se
possível) em todos os níveis e dentro de todas as
funções da empresa do cliente. A pesquisa sugere que
as mulheres freqüentemente são melhores vendedoras do
que os homens… exatamente porque são menos conscientes
de hierarquia e mais dispostas a investir significativamente em
desenvolver relacionamentos de “baixo nível”
por toda a empresa do cliente… o que acaba finalmente ganhando
o “chefão”. Isso leva um bocado de tempo…
mas vale a pena.
7. Eles se conectam com
o time da casa e com as organizações dos principais
fornecedores.
Você aumentará tremendamente as chances de realizar
a venda – principalmente em vendas repetidas – na medida
em que puder utilizar todos os talentos da empresa inteira com a
qual você trabalha e também os fornecedores mais importantes.
Você não está vendendo um “aparelhinho”;
você está vendendo todo o processo/“experiência”
de trabalhar com você e com sua empresa… inclusive o
fornecimento e assistência do “aparelhinho”. Uma
dica especial: conheça pessoas “subalternas”
– ou geralmente relegadas a segundo plano – em várias
funções de sua organização; além
disso, leve-as a reuniões com clientes.
Serão suas melhores aliadas. Desenvolver uma rede fervorosa
de relacionamentos entre os “não amados” em todos
os cantos da organização paga dividendos... extremamente
grandes.
8. Eles nunca prometem demais.
Mesmo se isso lhes custar o emprego. Essa é uma maneira mais
ou menos comprida de dizer “confiança é essencial…
para tudo”. Mancadas que você não previu vão
ocorrer, o que significa que, em algum momento, você pode
ter prometido demais. A idéia central aqui é: não
“engane” ao reduzir, de forma irrealista, alguns dias
do prazo só para lhe dar uma pequena vantagem em relação
ao concorrente… quando você sabe muito bem que o que
acabou de prometer não vai acontecer. Na verdade –
mesmo se isso lhe custar vendas! –, prometa “de menos”.
Ou seja, acrescente alguns dias, aqui e ali, para aumentar significativamente
as chances de “acertar o alvo”. (Sempre acontecem burradas!)
Não estou recomendando um conservadorismo irrealista…
que vá lhe custar todas as vendas! Estou recomendando…
desesperadamente… contra o otimismo irrealista. Tente usar
o seguinte mantra: os vendedores bem-sucedidos normalmente estão
à frente da programação planejada e prometida!
9. Vendem somente para resolver
problemas específicos/criar oportunidades lucrativas identificáveis.
Soa banal, mas nem por isso é menos importante. Aqui está
o argumento de vendas… o único argumento de vendas:
“Nosso produto resolve estes problemas específicos,
cria estas oportunidades incríveis e inimagináveis
e vai fazer você ganhar um montão de dinheiro; veja
exatamente como”. Pergunte-se: “esta é uma ‘venda
de produto’ ou uma ‘venda de solução original
tipo nooossa!’ que ainda vai render daqui a cinco anos? Que
vai ser comentada na imprensa especializada?”. Banal? Sim,
é banal, mas verdadeira. Dane-se! Grandes vendedores “consertam
coisas”/ “resolvem problemas”… não
vendem aparelhinhos. Nem aparelhinhos bons. Não se vende
um relógio “Rolex”… vende-se “a sensação
de usar um Rolex”. Isso é óbvio. Ou pelo menos
deveria ser. E o que vale para o Rolex, vale para toda venda de
produto… até os cookies que as bandeirantes vendem
nos EUA. Mantra: “Os idiotas vendem Rolex. Os gênios
vendem ‘O Estilo de Vida Rolex’”. Certo?
10. Unem-se a qualquer pessoa
–até a um inimigo mortal– que possa ajudar a
resolver um problema, aproveitar uma oportunidade, melhorar uma
experiência para oferecer ao cliente.
Você teve uma experiência desgraçada com determinado
fornecedor. Você teve uma experiência desgraçada
com determinado cliente. Você ainda está “pê”
da vida com isso, passados já dois anos. Mas aí aparece
a situação de outro cliente… e o mesmo fornecedor
João da Silva é o “consultor” perfeito
para ajudá-lo a reformular o negócio e agregar credibilidade
a seu argumento de vendas. Então… mande ver…
chame o João… escale-o… pague-lhe uma fortuna…
implore para ele fazer parte da coisa, se necessário. Vender
com inspiração é utilizar os melhores recursos
– inclusive o produto ou serviço específico
em si – que você conseguir para criar a melhor experiência/resultado
imaginável para o cliente. E é sua função
ralar para conseguir os melhores recursos que puder para fazer tudo
isso acontecer. Sacou?
11. Conhecem a fundo a história
da marca. Respiram a história da marca. Caso contrário,
eles somem.
Sua empresa vende uma “história”… a “sensação
que é fazer negócio conosco”. Sua empresa vende
uma visão”. Sua empresa vende uma “experiência”.
Sua empresa vende uma… “marca”. Não estou
pedindo que você seja um tonto escravo da empresa. Estou apenas
lembrando que o valor da marca é equivalente a centenas de
bilhões de dólares nas melhores companhias. E se você
não conseguir “convencer quanto à promessa da
marca”, então provavelmente você deveria se mandar.
12. Pensam no “pacote
fechado”. Ou: É SEMPRE PROBLEMA MEU!
Se algo der errado, você está ferrado. Certo? Então,
o óbvio: todos os problemas são seus problemas! Pelo
amor de Deus, nunca – repito, nunca! – jogue a culpa
na entrega atrasada, digamos, no “pessoal de logística
de sua organização” que “pisou na bola”.
Você é o vendedor. Você representa a empresa
do cliente. Você é a empresa do cliente. O “pessoal
da logística” não ferrou tudo. Algo deu errado.
Você é a empresa para o cliente. Portanto, você
ferrou tudo. Sacou? (O que não quer dizer que você
não tenha o direito de ficar “pê” da vida
com o pessoal da logística que ferrou tudo. Você simplesmente
não pode transmitir isso… de verdade… nunca…
para o cliente. Na hora em que você fizer isso, sua confiabilidade
vai para o brejo de mão beijada.)
13. Agem como um “regente
de orquestra”: “sou (plenamente) responsável
por fazer toda a maldita rede funcionar”. (Ponto
final.)
Você é o “guardião” de todas as…
200 mil pessoas, se for o caso, da empresa. Você ganhará
seu dinheiro de verdade como o “vendedor” de vendas
repetidas. E vendas repetidas virão um pouco por causa do
produto, e bastante por causa da experiência/relacionamento.
E o relacionamento será absolutamente, positivamente fabuloso…
na medida em que você propositadamente – e de forma
abrangente – orquestrar esse relacionamento/experiência.
O fato é: o pessoal de “Vendas” ganha suas comissões
constantes por orquestrar experiências positivas para o cliente
que emanam de todos os departamentos da empresa do vendedor –
mais do que por “apresentar um maçante argumento de
vendas”.
14. Ajudam o cliente a conhecer
sua organização e construir seu próprio acesso
independente a ela: somente as pessoas (de vendas) idiotas escondem
informações.
Fato: você não quer que o cliente fique dependente
de você como um escravo. Você quer que o cliente lhe
dê (todo) o crédito por todas as coisas maravilhosas
que todas as pessoas maravilhosas de sua empresa fazem pelo cliente.
Certo? (Só metade é brincadeira.) Ou seja, você
quer que o cliente se sinta “em casa” com sua organização…
tenha contato íntimo com a engenharia… a logística…
e o financeiro. Quando aparecer um problema, no meio da tarde, e
você estiver fazendo uma visita… Você quer que
o cliente tenha um caminhão de gente dentro de sua empresa
com quem ele possa falar para acionar o processo para resolver a
situação. A verdade é que, se as coisas derem
certo, você receberá o crédito; e as coisas
vão dar certo, a longo prazo, na medida em que você
tiver criado a rede baseada em relacionamento que dá ao cliente
uma experiência incrível quando lida com sua empresa.
15. Livram-se dos maus negócios.
(Mesmo se isso fizer com que eles sejam demitidos.)
Não seja um derrotado. Não desista quando aparecer
o primeiro pepino. Por outro lado, pode chegar uma hora em que você
ache que as pessoas na organização não são
confiáveis, quando o jogo fica muito mais bruto que o enrosco
político humano normal com que deparamos constantemente.
Quando ficar sofrido demais, e sem credibilidade, é hora
de partir, com classe. (Ou mesmo um pouco sem classe.) Tenha isto
bem claro: existe uma coisa chamada “mau negócio”.
Não desista fácil, mas também não segure
o rojão, e sacrifique sua alma, para conseguir suas metas.
Lembre-se: ninguém vai para o leito de morte dizendo: “consegui
minha meta 73 trimestres seguidos”. A pessoa vai para o leito
de morte falando sobre “Grandes Experiências Específicas”…
das quais você se orgulha bastante. Na verdade, muitas envolvem
amigos, família e filhos, mas algumas também envolvem
coisas superexcitantes que você conseguiu em seu trabalho.
Essas coisas invariavelmente são “honrosas”.
Eu fico preocupado com isso, até certo ponto. Não
estou dizendo para você ser um “babaca sempre bonzinho”.
Burradas realmente acontecem. Política é coisa normal.
O comprometimento é eterno. Algumas dessas coisas o deixam
um pouco perturbado. Por outro lado, há limites. Não
trabalhe com pessoas que sejam perpetuamente desonestas, que não
cumpram sua palavra, que estejam sempre prontas para melhorar sua
própria reputação. Não trabalhe com
bestas. A vida é muito curta.
16. Entendem a idéia
de uma“boa perda”.
Uma “boa perda” é um esforço corajoso
e ousado… que não dá certo por uma série
de razões. Principalmente quando a coisa está preta,
uma “boa perda” pode ser muito melhor –principalmente
a longo prazo– do que uma “vitória mixuruca”.
Uma vitória mixuruca é apenas um pouco mais do que
fazer a MMS (Mesma M… de Sempre). Uma boa perda surge quando
se reposiciona o produto ou serviço para criar uma experiência
potencialmente incrível para o cliente… para a qual
o cliente ainda não estava preparado. Novamente, é
preciso ter cuidado. Se levar muito longe a idéia de “boa
perda”, parecerá muita presunção sua.
Contudo, eu sugiro que você erre, pelo menos ligeiramente,
na direção da boa perda; é importante que nós
empurremos nossos clientes. Se não o fizermos, vamos perdê-
los para uma empresa estreante a curto, médio ou longo prazo.
17. Pensam que os que dizem
constantemente que “tudo é umaquestão de preço”
sofrem de maturidade galopante e imaginação curta.
Você pode perder negócio por preço. Eu já
perdi negócio por preço. (Muitas vezes, na verdade.)
Ninguém gosta disso. E na verdade é justo reclamar
com o controller pelas “margens de lucro exorbitantes”
que ele quer obter com o produto/ serviço. Por outro lado,
um dos sinais mais claros de um vendedor que não consegue
nada é reclamar constantemente de “perder pedidos por
causa de preço”. A idéia é que você
está vendendo “oportunidade”/solução/experiência/
lucro/desempenho. (Que podem ser quantificados!) Isso pode ainda
não justificar um preço 50% acima do de um concorrente
excelente. Mas deveria justificar muito bem algum tipo de adicional.
E num mundo em que os “serviços agregados” estão
se tornando cada vez mais… e mais e mais… significativos…
a Desgraçada da Idéia é “acrescentar
uma porção de intangíveis” que…
de fato… lhe permitirão cobrar um preço adicional
pelo que está oferecendo.
18. Não dão
de graça a loja inteira só para conseguir entrar na
empresa-cliente.
A inflexibilidade é uma porcaria de idéia. Sem dúvida.
Por outro lado, já vi muitos – mas muitos mesmo! –
casos de vendedores convencerem sua organização a
fazer concessões absurdas para conseguir “a primeira
venda com o grande cliente”… “após o que
conseguiremos cobrar nossos preços normais”. Só
se for em sonho!
19. Desconfiam – e
respeitam – as empresas estreantes… o verdadeiro inimigo.
O “verdadeiro inimigo”, a médio e longo prazos,
raramente é o “principal concorrente”. Geralmente
é o concorrente que não aparece na tela do radar…
que realmente tem uma idéia melhor… que vai encostá-lo
na parede nos próximos anos. “Conhecer o setor”
significa… principalmente…ter boas antenas para detectar
as “empresinhas intrigantes” que podem não continuar
“inhas” por muito tempo. Isso, por sua vez, pode significar,
por exemplo, assegurar que haja alguns capitalistas de risco inteligentes
em sua rede – que possam lhe dar a “dica” do que
virá a seguir. A verdade é que talvez você queira
ir um passo adiante e dar uma chance a essas empresas estreantes
e trabalhar com elas para se tornarem parte do pacote de produto/serviço/experiência
que você oferece ao cliente; é muito melhor tê-las
como “parceiras aliadas” do que como rivais. (E se você
trabalhar para alguém como a Cisco Systems, talvez a empresa-mãe
compre a estreante! )
20. Buscam vários
“clientes arrojados” – que os levarão para
o mundo do amanhã.
“Nós” (você, o vendedor, e sua empresa)
somos tão “arrojados” quanto nosso “portfólio
de clientes” é “arrojado”. É bastante
simples. E bastante difícil. Os alvos “óbvios”
são quase sempre os grandões. Existe certa lógica
nisso, mas não muita. Em 2002. É de suma importância
que seu portfólio de clientes inclua clientes de ponta que
estejam buscando a excelência no amanhã. Questão
simples: não dá para enfatizar o suficiente esse ponto.
É o segredo profundo do que chamo de “inovação
automática” – andar com pessoas interessantes
“automaticamente” o torna mais interessante e o mantém
um passo adiante. Seja rigoroso na avaliação de seu
portfólio de clientes: meu portfólio de clientes é
esquisito o suficiente para me garantir um lugar no (louco) futuro?
21. Usam obsessivamente
a palavra “parceria”, mesmo que esteja m-u-i-t-o batida.
Estamos vendendo uma “experiência” ao cliente.
Essa experiência envolve o esforço concentrado e ordenado
de todos os membros da cadeia de fornecimento. Como vendedor, é
minha função utilizar –de forma contínua
e “sinergística”– a plena força
e imaginação de toda a cadeia de fornecimento. Daí
meu caso e amor com a surrada palavra “parceria”. Por
que insisto em usá-la? Porque estamos falando de… parceria.
Uma trama virtual abrangente e contínua de membros que dedicam
esforços hercúleos para criar oportunidades/mercados
para o cliente, utilizando nosso produto/serviço como pedra
angular. Correto? Para mim soa como “parceria”. Ah,
quero dizer: use essa maldita palavra. Parceria. Sem cerimônia.
22. Enviam bilhetes de agradecimento!
De montão! Não recadinhos por e-mail!
Bilhetes de agradecimento. Soa como uma “idéia secundária”.
Errado. Totalmente errado. Escrevi um artigo sobre implantação
uns seis anos atrás. Cerca de 50 idéias. A nº
1 da lista: não se esqueça de seus bilhetes de agradecimento.
Vendas é um “negócio de relacionamento”.
Isso é óbvio, embora freqüentemente deixado de
lado. Muito próximo do cerne dos relacionamentos fica essa
palavra gentil e oportuna. Chame-a de bilhete de agradecimento.
Manuscrito. Feito agora. Imediatamente. O bilhete de agradecimento
ao “chefão” que reservou um espaço em
sua agenda para você é uma coisa. E importante. No
entanto, mais importante ainda (e cumulativamente) a longo prazo:
bilhetes para as pessoas, vários degraus abaixo na hierarquia,
que fizeram um pouquinho a mais para cuidar de seu caso. Além
disso, outra regra a ser seguida é que no mínimo 50%
de seus bilhetes deveriam ser para pessoas de dentro de sua empresa
– pessoas que facilitaram coisas que levaram a experiências
melhores para o cliente. E já que estamos falando nisso…
isso também se relaciona à discussão anterior
sobre “parceria”. Aqui está um truque que aprendi
na McKinsey & Co. Sempre use a palavra “nós”.
Quando estiver falando sobre algo que estiver fazendo com o cliente,
diga sempre: “Nós vamos fazer esta abordagem etc.”.
Claro, é um “truque”, mas a pessoa que você
pode acabar “enganando” (no bom sentido!) é você
mesmo! Isso é uma parceria. Isso é uma “coisa
nossa”. Certo? Ah, já que estamos falando nisso…
lembre-se dos aniversários. E envie cartões de aniversário.
E flores, quando apropriado. Os pequenos gestos nunca são…
pequenos. Acredite.
23. Quando olham para o
cliente do outro lado da mesa, pensam religiosa e repetidamente
consigo mesmos: “como posso tornar esse cara rico e famoso
e fazê-lo ser promovido?”.
Para dizer a verdade, estamos tentando fazer o “cliente”
(a organização do cliente) ser bem-sucedido; esse
é claramente o resultado final a longo prazo. No entanto,
o “resultado final” prático e político
é que estamos tentando transformar o indivíduo (e
indivíduos) responsável por comprar (e usar) nosso
produto/serviço num Herói de Ouro Maciço. Nós
não estamos no “negócio de vender aparelhinhos”.
Estamos no “negócio de fazer heróis”.
Certo? (Certo!) No final – como sempre! – acaba caindo
no indivíduo-envolvido-na-equação. Certo?
24. Grandes vendedores em
grandes empresas podem responder afirmativamente à pergunta
do anúncio da HP: você mudou a civilização
hoje?
Minha opinião: essa “abordagem de venda” é
jóia. Muito jóia. Eu realmente acredito, quando “vendo
o meu peixe”, que estou fazendo mais do que batendo cartão
e pagando impostos. Embora eu não ache que rotineiramente
mude o mundo para um grande número de pessoas, sei que me
preocupo pra burro com o que faço e que curto muito poder
fornecer o produto/serviço/experiência/ impacto. O
presidente da Apple Computer, Steve Jobs, disse uma vez: “Vamos
deixar uma marquinha no Universo”. Eu acho que a idéia
de que vender pode marcar o Universo e mudar a civilização
é o que mantém você motivado… e capaz
de olhar para si no espelho. Então: você mudou a civilização
hoje? (Veja, esta é a hora de “mudar a civilização”.
Não?)
25. Mantêm simples
suas benditas apresentações em PowerPoint!
Eu montei os slides nos quais esta discussão se baseia para
uma apresentação a vendedores de uma empresa de tecnologia.
Revisei algumas das apresentações utilizadas por eles
ao fazer meu próprio trabalho de preparação.
Como sempre, fiquei espantado. Por quê? Muita… muita…
muita… coisa num slide. Talvez seja problema da idade. Talvez
eu não consiga mais ver todos os detalhes. (Saco… não
é isso, não!) Slides complicados = pensamento complicado.
Simplifique as coisas. Simplifique as coisas! Mostre seus benefícios.
Apresente seu ponto de vista. Conte sua (comovente) história.
© tompeterscompany
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